Translate

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

REFORMA RELIGIOSA: Por que Ocorreu no Século XVI

INTRODUÇÃO[1]

            Quando o filósofo ateu Friedrich Nietzsche (1814 – 1900) “decretou” a morte de Deus e relegou a religião a um lugar de ostracismo na “nova sociedade” que estava sendo “construída”, ele jamais poderia imaginar, nem em seus piores pesadelos que em pleno século XXI a religião estaria tão presente e impregnada na Sociedade Moderna e Pós-Moderna.
            Na verdade, o secularismo é quem está numa posição cada vez mais defensiva, enquanto a religião reconquista seus espaços e sua relevância na convivência social, onde a redefinição de mundo esta inoculado pelo espirito religioso. As empresas que haviam extirpado todo e qualquer vestígio de religiosidade em suas entranhas, agora em pleno século XXI convidam teólogos e cientistas da religião para fazerem palestras a seus funcionários e os estimulam a desenvolverem suas religiosidades, pois se constatou que a dimensão religiosa é fundamental para uma vida saudável, equilibrada e o que mais interessa as empresas, produtivas.
            Portanto, tratar da Reforma Religiosa ocorrida no distante século XVI, exatamente 496 anos, e resgatar suas motivações e propostas, deixou de ser um exercício inócuo de historiadores e cientistas religiosos, para se tornar uma reflexão relevante e propositiva, nestes dias em que as igrejas desafiam abertamente o neopaganismo das sociedades consumistas e quando o cristianismo amplia diariamente suas fronteiras em todo o globo terrestre. As palavras de Fernandez-Harmesto são oportunas aqui:
Há uma geração, a história do cristianismo poderia ser encarada como algo que só interessava aos colecionadores de antiguidades; agora, integra necessariamente a agenda de qualquer pessoa que queira se preparar para o futuro. (1997, p. 09).
            Ainda que por muitos séculos se olhasse para esta Reforma Religiosa apenas como um divisor de águas entre o cristianismo católico romano e o cristianismo denominado reformado, a tendência atual é perceber neste movimento religioso cristão elementos que acabaram por permear as mais variadas tradições religiosas espalhadas pelo mundo inteiro. Portanto, tratar sobre um dos mais importante e fundamental acontecimento do Cristianismo Ocidental, a chamada Reforma Religiosa e/ou Protestante do Séc. XVI é uma tarefa hercúlea.
            Evidentemente que não podemos tratar deste evento tão somente como um acontecimento que foi produzido e repercutiu apenas no seio da Igreja Cristã. Este movimento religioso iniciado no século XVI tornou-se uma revolução de proporções inimagináveis extrapolando totalmente a esfera religiosa eclesiástica interagindo e influenciando todas as esferas da sociedade humana: religiosas, sócias, geográficas, econômicas e políticas e ultrapassando as barreiras do tempo ainda repercute de forma poderosa nestes primeiros anos do século XXI.
            O nosso propósito, limitado pelo espaço deste artigo, é procurar vermos o contexto desta Reforma Religiosa Protestante, bem como destacar, restritamente, alguns de seus eminentes personagens e suas ideias básicas e sua herança para nós brasileiros.

            A pergunta que dá título ao artigo é um bom ponto de partida para compreendermos este imenso movimento religioso – Por que aconteceu a Reforma no século XVI? – Por que não ocorreu antes? Houve movimentos fortes pelas mesmas reformas como as propostas pelos Valdenses (séc. XII); as propostas reformistas de John Wycliffe (séc. XIV) e a figura pujante de um John Huss e Savonarola (sec. XV), mas todos estes e centenas de outros foram completamente dizimados e/ou calados pela Igreja Católica Romana com seus braços políticos e econômicos dos Imperadores e Reis. O que torna ainda mais relevante a questão proposta: Por que deu certo com Matinho Lutero, Calvino e seus companheiros? O que estava acontecendo nos dias destes reformadores do século XVI, para que pudessem levara adiante suas propostas? É o que pretendo demonstrar, ainda que de forma diminuta pela brevidade do espaço aqui proposto.
                                                                                                                                                                               
 “Mas quando chegou o tempo certo, o tempo determinado...” (Gálatas 4:4a – Bíblia Viva)

Nos dias de Lutero e seus companheiros reformistas, “um mundo esta morrendo e outro procura nascer; e, como é de regra no mundo da natureza, a morte e o nascimento fazem-se sempre acompanhar de dor”. (Daniel-Rops, 1996, p. 56-57). O século XVI gesta e dá à luz um Novo Mundo, uma Nova Realidade!
Ao redor de 1500, os fundamentos da velha sociedade medieval estavam ruindo. Uma nova sociedade emergindo com dimensão geográfica mais abrangente e transformações nos padrões políticos, econômicos, intelectuais e religiosos, estava surgindo. [como acontece hoje c/ Internet na virada do século XXI]

Mudanças Geográficas
O conhecimento medieval sofre mudanças a partir de 1492, com a descoberta do Novo Mundo [“Descoberta da América e depois do Brasil e até 1600 com o expansionismo europeu.”]. As rotas abertas até a Índia vai impulsionar o comércio estagnado europeu de forma exponencial, acelerando o processo de desenvolvimento da sua incipiente industrialização.

Mudanças Políticas 
O conceito medieval de estado universal deu lugar ao novo conceito de nação-estado; com o declínio da Idade Média, os Estados passaram a se organizar em bases nacionais; eram nações-estados fortes, com poder central, servida por uma força militar e civil; este crescente e irreversível espírito nacionalista vai se opondo e resistindo ao domínio de um governo religioso universal; as nações estão completamente empenhadas em sua independência e soberania. Este novo peso na balança do poder, orientadora das relações internacionais, teve papel importante nas questões religiosas do século XVI e de princípios do XVII.

Mudanças Econômicas
Antes da Reforma, a economia dos países da Europa era baseada na agricultura. Com a expansão européia para o Novo Mundo, o ressurgimento de novas cidades, a abertura de novos mercados e a descoberta de novas fontes de matéria-prima, teve início uma nova era comercial, liderada pela ascendente classe média mercantil, comumente denominada de burgueses por causa de seu acumulo de bens e capitais e não mais pela nobreza feudal que estava falida. Este quadro vai se alterar apenas com advento da Revolução Industrial em meados do século XVIII. Nesta nova economia o dinheiro passou a ser fundamental e o conglomerado bancário passou a ser o definidor das politicas nas públicas. Portanto, não era mais do interesse desta classe média mercantil emergente, o envio de divisas a uma Igreja Universal sob a liderança do Papa em Roma. No Norte da Europa, esta reação tem papel importante na Reforma.

Mudanças Sociais
Na sociedade medieval havia uma organização horizontal, onde se morria na classe social em que se nascia. Quem era filho de servo, teria pouca chance de mudar a sua condição, a não ser que fosse servir na Igreja. Com o expansionismo europeu, por volta de 1500, as pessoas comuns começam ascenderem, por força do comércio, a escala social. A servidão vai desaparecendo, dando lugar a uma nova classe social formada por proprietários livres, pela pequena nobreza da cidade, e pela classe mercantil. É essa nova classe média emergente que apoio e dão sustentação as mudanças introduzidas pela Reforma no noroeste da Europa.

Mudanças Intelectuais
O Renascimento e/ou Renascença provocou uma transformação intelectual na Europa, que favoreceu e impulsionou o grande movimento reformista protestante. O interesse pela volta às origens levou os humanistas cristãos ao estudo da Bíblia em suas línguas originais, o hebraico e o grego. E quanto mais se voltava para os originais mais se escancarava as diferenças entre a Igreja Romana atuante e o padrão de Igreja estabelecida no Novo Testamento. Outro aspecto importante foi a ênfase renascentista no indivíduo que foi inoculado no ensino protestante de que a salvação era uma questão estritamente pessoal, a ser resolvida entre Deus e o indivíduo, sem qualquer intermediação ou intervenção do sacerdote (igreja). Ainda é preciso destacar o espírito crítico do Renascentismo que foi amplamente utilizado pelos reformadores para justificar a crítica feita contra a organização eclesiástica, à hierarquia, aos sacramentos, por comparação com as Escrituras. Além de justificar o estudo da Bíblia no "original" como documento básico da fé cristã.

Mudanças Religiosas
No início do século XVI, a Igreja atravessava uma de suas piores crises, principalmente por causa da corrupção, da falta de instrução e da libertinagem em que o clero estava mergulhado. O clero era formado, em sua maioria, por indivíduos ricos (que compravam cargos, como os de bispo ou arcebispo) ou por padres quase sem nenhuma instrução, que abraçavam o ofício apenas para escapar dos impostos cobrados da população, fugir da guerra ou da miséria.
O alto clero, a começar pelo Papa, explorava a crendice popular praticando a simonia, ou seja, o comércio de artigos religiosos, equiparação de bem espiritual a valores materiais, tráfico de bens espirituais, obtenção ou cessão de benefício ou prebendas eclesiásticas por meio de presentes, suborno ou munificência. Entre os produtos comercializados encontravam-se tíbias do jumento montado por Jesus ao entrar em Jerusalém, pedaços do manto da Virgem Maria, frascos contendo ar da gruta de Belém e uma série de outras relíquias totalmente artificiais e descabidas. É preciso considerar, que grande parte desse clero corrupto levava uma vida de luxo e ostentação, desconhecia os fundamentos da doutrina cristã e não tinha instrução nem preparo suficientes para orientar os fiéis. Já no século XIV, na Inglaterra, John Wycliffe, citado anteriormente, defendia ideias que seriam reconhecidas e endossas plenamente pelo movimento reformista tais como: a posse do mundo por Deus, a secularização dos bens eclesiásticos, o fortalecimento do poder temporal do rei como vigário de Cristo e a negação da presença corpórea de Cristo na eucaristia. Assim, no início do século XVI, a uniformidade religiosa medieval vai dar lugar à diversificação religiosa, resultando na formação de igrejas protestantes nacionais (luteranas na Alemanha, reformadas [calvinistas] na Suíça, anglicana na Inglaterra).
Deste modo, entre a descoberta da América, por Colombo em 1492, e a fixação das 95 teses na porta da igreja de Wittenberg, em 1517, por Lutero, muitas transformações foram ocorrendo, mudando a sociedade medieval estática, para uma sociedade moderna com padrões dinâmicos.

O que quer dizer: “Reforma Protestante”
O termo foi consagrado pelo tempo, porque os Reformadores procuravam voltar à pureza original do Cristianismo do N.T. Os reformadores estavam interessados no desenvolvimento de uma teologia de acordo com o Novo Testamento (Bíblia), crendo que isto seria possível a partir do momento que a Escritura se tornasse a autoridade máxima e única da Igreja.

As Primeiras Igrejas Protestantes
Ainda que não fosse o propósito original e nem primário das lideranças reformistas, uma consequência inevitável deste movimento religioso reformador foi uma crescente e ininterrupta proliferação de igrejas autônomas, visto que, apesar de esforços dos maiores expoentes do movimento reformista,  não se encontrou um fator unificador. Ainda que seja correta a observação feita Fernandez-Armesto de que o movimento reformista do século XVI:
... não rachou uma Igreja monolítica; não introduziu heresias inéditas; não gerou as primeiras igrejas nacionais. Em vez de ser um novo ponto de partida na história da Igreja, derivou de tradições vindas de longa data, uma forma de diversidade já antiga. A Igreja pós-reforma ficou mais diversificada do que antes, mas essa diferença foi em grau, em vez de ser em espécie. (1997, p. 21).

o fato é que esta Reforma Religiosa explicitou e multiplicou esta tendência diversionista da igreja cristã desde seus primórdios, como tão bem descreve Dreher ao afirmar que a Igreja “fragmentou-se em Igrejas Territoriais, que em seu interior muitas vezes souberam manifestar pouco da liberdade evangélica” (1996, p. 13), de maneira que o surgimento desta pluralidade protestante continuou ao longo dos séculos fomentando outros movimentos de rupturas até os dias atuais. De maneira que o termo “protestante” como bem expressa o Drº João Baptista B. Pereira, tornou-se “o nome genérico e historicamente enraizado, adotado por alguns autores para dar rótulo a um arco de denominações..." (2005. p. 105). Deste modo, podemos dizer de forma bastante simplista que as primeiras Igrejas Protestantes, nacionais ou locais, surgiram ao derredor de um personagem catalizador ou carismático reformista.

Lutero e a Igreja Luterana
Martinho Lutero (1483/1546), monge agostiniano, vivia na cidade de Wittenberg, na Alemanha, cujo ato de afixar suas 95 Teses contra os desatinos teológicos da Igreja Romana, acentuadamente a questão da venda de indulgências, na porta da Igreja de Wittenberg, a 31 de outubro de 1517 e que se tornou o marco fundante desta Reforma Religiosa, jamais desejou formar outra igreja e muito menos que levasse seu nome. Todavia, com o passar dos anos Lutero acaba por desenvolver um programa teológico distinto da Igreja Romana e que após sua morte acabou por transformar-se numa denominação chamada Igreja Luterana. Inicialmente na Alemanha expande posteriormente nos chamados Países Escandinavos, também se faz presente no Brasil, principalmente na Região Sul, onde temos uma forte colônia Alemã e européia em geral.


As Doutrinas Centrais Luteranas
Em 1539 em Augsburgo, foi apresentada a doutrina de Lutero, redigida por Felipe Melanchton, seu principal colaborador. Baseava-se nos seguintes princípios: a única fonte de fé é a Bíblia, livremente interpretada pelos cristãos; o único meio de salvação é a fé em Cristo  e os sacramentos e as boas obras não são válidos como meio de se obter a salvação; a Igreja é a simples reunião dos crentes, que têm todos os mesmos direitos; o culto consiste na pregação feita pelos pastores ou "ministros de Deus".
Além disso, Lutero aboliu o celibato dos padres, o culto de Nossa Senhora e dos Santos, o uso do latim, acabou com os sacramentos, a exceção do batismo e da comunhão, que, entretanto sofreram modificações; negou a autoridade do papa e colocou a Igreja sob o poder do Estado.

Calvino e as Igrejas Calvinistas
João Calvino (1509-1564), teólogo francês é considerado pelas igrejas protestantes, da tradição reformada, como um dos principais expoentes desta Reforma Religiosa. Recebeu instrução para o sacerdócio e estudou Direito. Em 1536, publicou as chamadas “Institutas da Religião Cristã”, obra que o colocou na vanguarda do protestantismo. Neste mesmo ano, visitou Genebra, chamado por Guilherme Farel, para participar do movimento reformista da cidade, do qual foram ambos expulsos.
Em 1541, voltou a Genebra para, novamente, dirigir o movimento reformista. Redigiu o rascunho das novas Ordens — que o Governo modificaria e adaptaria como Constituição — regulamentando, simultaneamente, assuntos religiosos e seculares. Propôs a melhoria das condições de vida dos habitantes através da construção de hospitais e instalação de novas indústrias. É o pai da Escola Pública e da obrigatoriedade dos pais em enviar seus filhos à Escola.
Através da Academia (Universidade) e Seminário que ele fundou em Genebra, inúmeros protestantes vieram de diversos países, em sua grande maioria, exilados de países ainda debaixo da religião romana, que depois retornavam aos seus países inoculados dos princípios teológicos e sistema de Governo, implantados por Calvino em Genebra. Um destes foi John Knox que retornando à Escócia implanta os princípios teológicos e eclesiásticos de Calvino, dando origem dando origem à Igreja Presbiteriana, que se faz presente em todo o território brasileiro há 152 anos – Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), que por sua vez se se subdividiu em diversas outras denominações: Igreja Presbiteriana Independente (IPI); Igreja Presbiteriana Conservadora (IPC); Igreja Presbiteriana Renovada (IPR); Igreja Presbiteriana Unida (IPU).

As Doutrinas Centrais Calvinistas
     Segundo Calvino, a natureza da teologia e de todas as instituições humanas está especificada na Bíblia. Ele procurou aproximar-se da palavra de Deus e exortou a Igreja a recuperar sua pureza original. Dentre seus dogmas incluem-se a soberania absoluta de Deus e a doutrina da justificação por meio da fé. Para Calvino, o ser humano perdeu seu livre arbítrio quando rompeu com Deus ainda no Éden; ele elaborou também uma doutrina da predestinação, onde Deus escolhe de forma independente e sem qualquer mérito aqueles que haverão de ser salvos e condena aqueles que permaneceram em seu estado de alienação dele. Para ele somente a Bíblia se constitui na única norma para uma vida genuinamente cristã, a fé é manifestada somente por meio da Bíblia.

Zwinglio e a Igreja Batista       
O movimento reformista na Suíça teve além de Calvino de origem francesa, outro importante reformador o pastor suíço Ulrico Zwinglio, [1484-1531], ordenado sacerdote romano em 1506. Há poucas diferenças entre o pensamento de Zuinglio e os demais Reformadores. A mais significativa com certeza é em relação ao Batismo, que segundo ele deveria ser unicamente por “imersão”, ou seja, “imergir completamente a pessoa na água”. Daí o nome da denominação de Batista.
            Algumas doutrinas peculiares além do batismo: quanto a Santa Ceia: para ele a Ceia é apenas um Memorial; Sistema de Governo Eclesiástico: Congregacional; enquanto Calvino é representativo (presbíteros) e Lutero é Episcopal (bispo).

A Herança da Reforma Religiosa no Brasil
            O primeiro culto protestante celebrado no Brasil se realizou no dia 10 de março de 1557, no Rio de Janeiro. Foi dirigido pelo pastor Pierre Richier, um dos três primeiros pastores a chegarem ao nosso continente, originados da França, perseguidos na Europa. Mais tarde em 1624, os crentes da frota holandesa, na Bahia iniciaram os cultos e durante sua ocupação mantiveram cultos e construíram templos no Recife. Os primeiros cultos permitidos legalmente no Brasil foram realizados pela Igreja Anglicana, no Rio de Janeiro, em 1810, para os membros da colônia britânica, que se encontravam no país, dentro do Tratado de Livre Comércio assinado por D. João VI, quando de sua permanência no país.
            No dia 19 de agosto de 1835, chegava ao Rio de Janeiro o Rev. Fontain E. Pits, que viera sondar a possibilidade de estabelecer uma igreja metodista no Brasil. Contudo essa tarefa foi reservada ao Rev. R. Justin Spauding, que deu início à organização de uma congregação, a princípio com quatro membros da colônia americana no Rio de Janeiro.
            Com um culto realizado a 27 de julho de 1845 a Igreja Luterana dava início às suas atividades no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, em Petrópolis – RJ, o Sr. Robert Kalley fundou a primeira Escola Dominical, dando assim origem a igreja Congregacional Fluminense, de fato a primeira protestante tendo membros brasileiros. No dia 12 de janeiro de 1862, no Rio de Janeiro, o Reverendo Ashbel Green Simonton, fundou a Igreja Presbiteriana do Brasil. No ano de 1881, chegaram ao Brasil, os primeiros missionários batistas, William Bagby, e Z.C. Taylor, que no ano seguinte, ou seja, em 15 de outubro de 1882, fundaram a Igreja Batista em SalvadorBA. Com um número de dezoito irmãos provenientes da Igreja Batista de BelémPA, com liderança de Gunnar Vingren e Daniel Berg, no dia 18 de junho de 1911, na cidade de Belém do Pará, foi iniciada a primeira Igreja Assembléia de Deus no Brasil.



Utilização livre desde que citando a fonte

Guedes, Ivan Pereira Mestre em Ciências da Religião.  
Universidade Presbiteriana Mackenzie



Outro Blog
Reflexão Bíblica



Referências Bibliográficas
AMARAL, Epaminondas M. do. O Protestantismo e a Reforma. São Paulo: Livraria Saleluz, 1962. (Coleção Otoniel Mota I).
ARMESTO-FERNÁNDES, Felipe e WILSON, Derek. Reforma: o cristianismo e o mundo 1500-2000. Trad. Celina Cavalcante Falck. Rio de Janeiro: Record, 1997.
BOISSET, J. História do protestantismo. São Paulo: Difusão Europeia, 1971.
DANIEL-ROPS. A igreja da renascença e da reforma I: a reforma protestante. São Paulo: Ed. Quadrante, 1996, p. 435.
DELUMEAU, Jean. La Reforma. Barcelona: Editorial Labor S/A, 1967.
DREHER, MARTIN N. A crise e a renovação da igreja no período da Reforma. São Leopoldo: Sinodal, 1996. (Coleção História da Igreja, v.3).
FISHER, Jorge P. Historia de la reforma Barcelona: Ed. CLIE, 1984.
JANNI, Ugo. Apologia do Protestantismo. São Paulo: Athena Editora, 1939.
LATOURETTE, Kenneth Scott. Uma história do cristianismo - volume II: 1500 a 1975 a.D. São Paulo: Editora Hagnos, 2006.
LINDSAY, Tomas M. Historia de la Reforma, v.2, ed. La Aurora e Casa unida de Publicaciones, 1959.
MARTINA, Giacomo. História da Igreja de Lutero a nossos dias I - O período da reforma. São Paulo: Edições Loyola, 1995.
PEREIRA, João Baptista Borge. "Identidade protestante no Brasil ontem e hoje". In BIANCO. Gloecir: NICOLINI. Marcos (orgs.). Religare: identidade, sociedade e

espiritualidade. São Paulo: Ali Print Editora. 2005.









[1] Este material foi preparado originalmente para palestra em Colégios da rede pública na zona leste de São Paulo e posteriormente para alunos dos cursos de teologia em Faculdades de Teologia na cidade de Arujá e São Paulo.

3 comentários:

  1. Agradeço ao professor Ivan pereira pelo belo trabalho.

    ResponderExcluir
  2. Grato! Se você tiver sugestões ficarei muito feliz de lê-las!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir