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domingo, 29 de dezembro de 2024

Protestantismo Presbiteriano no Mundo - Prefácio


         Nestes últimos anos muito se tem falado sobre teologia reformada e igrejas reformadas. Mas como quase tudo no Brasil, muito se fala, mas pouco se conhece. Fala-se de igrejas reformadas como se fossem todas iguais, todavia, dentro deste mosaico reformado há muitas diferenças e algumas até mesmo substanciais, tanto na forma teológica quanto na sua estrutura eclesiástica.

        A Igreja Presbiteriana no Brasil é uma igreja Reformada, porém tem um adendo significativo – Calvinista, ou seja, adota os princípios teológicos elaborados pelo teólogo e pastor João Calvino, em Genebra/Suíça e que foi formatada em sua obra master “Institutas da Religião” e que se tornou um padrão doutrinário para muitos segmentos reformados. Ele também elaborou um sistema de governo eclesiástico denominado de Presbiteriano, onde alguns homens são escolhidos pela igreja (em eleição com voto secreto) para compor um Conselho de Presbíteros que tem a responsabilidade de governar e administrar a Igreja.

Em termos de influência duradoura, a reforma em Genebra forneceu as bases para o desenvolvimento do presbiterianismo. Se a França forneceu o homem (Calvino), a Suíça forneceu o edifício. O reformador genebrino estabeleceu um Seminário em Genebra, onde centenas de pastores de todo países da Europa vinham estudar e ao retornarem estabeleciam em suas respectivas comunidades os princípios ali apreendidos. Um destes estudantes foi João Knox, que retornando para seu país a Escócia, implanta tanto a teologia, quanto o sistema eclesiástico desenvolvido por Calvino.

        Posteriormente, por razões de política, sendo perseguidos em grande parte, centenas/milhares de escoceses atravessaram o oceano Atlântico e aportaram nos Estados Unidos, onde havia ampla liberdade religiosa e ali implantaram e desenvolveram igrejas presbiterianas. É este presbiterianismo que muito tempo depois será transplantado para terras brasileiras, através dos primeiros missionários enviados, dos quais o pioneiro foi o jovem pastor Ashbel Green Simonton, que em pouco mais de uma década estabeleceu o presbiterianismo em diversos pontos do território brasileiro no final dos oitocentos. 

        A proposta desta série de artigos, aqui iniciados, é de apenas desperta a curiosidade dos leitores para uma temática deveras desconhecida a expansão geográfica das Igrejas Presbiterianas. Seria prepotência minha ir além do básico e/ou introdutório sobre esta tão vasta história mundial. Mas se de alguma forma for útil aos leitores já me darei por satisfeito. O critério de escolha dos países abordados serão mais ou menos aleatórios, ainda que inicialmente abordarei na medida do possível os países da nossa América do Sul/Latina, que ainda permanecem incógnitos para a grande maioria dos presbiterianos brasileiros, principalmente quando se trata da América Central, cujos países nem mesmo são de conhecimento geral dos brasileiros.

        Alguns artigos relacionados estarão compartilhados ao final do texto, bem como algumas pobres referências bibliográficas.

"Sola fide (somente a fé)

Sola scriptura (somente a escritura)

Solus Christus (somente Cristo)

Sola gratia (somente a graça)

Soli Deo gloria (glória somente a Deus)"

 

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Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
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Referências Bibliográficas

AMARAL, Epaminondas M. do. O Protestantismo e a Reforma. São Paulo: Livraria Saleluz, 1962. (Coleção Otoniel Mota I).

ARMESTO-FERNÁNDES, Felipe e WILSON, Derek. Reforma: o cristianismo e o mundo 1500-2000. Trad. Celina Cavalcante Falck. Rio de Janeiro: Record, 1997.

Benedetto, Robert with Darrell L. Guder and Donald K. McKim. Historical

Dictionary of Reformed Churches. Lanham, Md.: Scarecrow Press, 1991.

BOISSET, J. História do protestantismo. São Paulo: Difusão Europeia, 1971.

CALVINO, JOÃO. Institución de Ia Religión Cristiana. Países Bajos: FELiRé, 1986.

DELUMEAU, Jean. La Reforma. Barcelona: Editorial Labor S/A, 1967.

ELWELL, Walter A. (org). Enciclopédia Histórico-teológica da Igreja Cristã. São Paulo, Vida Nova, 1990.

Hillerbrand, Hans J., ed. Encyclopedia of Protestantism. New York: Routledge, 2004. (4 vols).

LUZ, Waldyr Carvalho. John Knox: o patriarca do presbiterianismo. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001.

GUEDES, Ivan Pereira. O protestantismo na capital de São Paulo – a Igreja Presbiteriana Jardim das Oliveiras. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião). Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2013. Orientador: Prof. Dr. João Baptista Borges Pereira.

KAPIC, Kelly M. and LUGT, Wesley Vander. Pocket Dictionary of the Reformed Tradition. InterVarsity Press, 2013.

LÉONARD, Émile G. O protestantismo brasileiro: estudo de eclesiologia e história social. 2ª ed. Rio de Janeiro e São Paulo: JERP/ASTE, 1981.

McGRATH, Alister. A vida de João Calvino. São Paulo, Cultura Cristã, 2004. 

McGOLDRICK, James Edward. Presbyterian and Reformed Churches. Reformation Heritage Books Grand Rapids, Michigan, 2012.

 


sábado, 7 de dezembro de 2024

Reforma Protestante - Documentos - As Dez Teses de Berna (1528)



As Dez Teses de Berna (1528)

A cidade de Berna era o maior, mais conservador e aristocrático dos cantões suíços, era a capital política da Confederação e foi a primeira a seguir a Reforma religiosa efetivada em Zurique, mas não sem muita hesitação. Mas apesar de todos os contratempos a Reforma em Berna foi um evento de relevância no contexto geral do movimento reformado na Suíça.

A Reforma foi preparada na cidade e em todo o cantão por três ministros, Sebastian Meyer, Berthold Haller e Francis Kolb, e por um leigo talentoso, Niclaus Manuel, - que tinham em comum fortes laços de amizade e admiração pelo reformador Ultico Zwínglio.

As Dez Teses de Berna são uma das primeiras formulações dos fundamentos da fé reformada. O documento resultou de uma disputa que começou na Igreja de São Vicente, na cidade suíça. Na década de 1520, o reformador alemão Berthold (Berchtold) Haller, influenciado pelo colega alemão os reformadores Filipe Melanchthon e Ulrico Zwínglio substituíram a Missa católica romana por sermões.

A Reforma foi preparada na cidade e em todo o cantão por três ministros,

Sebastian Meyer, Berthold Haller e Francis Kolb, e por um leigo talentoso, Niclaus

Manuel, - todos amigos de Zwínglio.

Meyer, um monge franciscano, fez uma exegese na epístola de Paulo aos Romanos, no convento e, no púlpito expos o Credo dos Apóstolos.

Haller, natural de Würtemberg, portanto, manteve ao longo dos anos uma forte amizade e companheirismo com Felipe Melanchthon, não foi um reformador energético, mas um pregador instrutivo e reformador cauteloso, de disposição branda e modesta. Estabelecendo-se em Berna como professor em 1518, veio a ser eleito pastor chefe na catedral em 1521, e ali, apesar de todas as dificuldades exerceu seu ministério pastoral fielmente até sua morte (1536). Em função de seus posicionamentos reformados ele frequentemente se encontrava em circunstâncias perigosas, e em muitas ocasiões pensou em se retirar do pastorado e da cidade, mas seu amigo e por assim dizer, mentor Zwínglio o orientou pessoalmente, apoiando-o e encorajando a permanecer firme em seu posto avançado do movimento reformador suíço (lembrando muito a relação de Timóteo com Paulo).

Apesar de sua fragilidade emocional ele tinha talentos brilhantes e grande capacidade e conhecimento intelectual, que no transcorrer dos anos ele se revelaram eminentemente uteis, juntamente à sua piedade gentil e devoção fiel ao dever.

Manuel, poeta, pintor, guerreiro e estadista, ajudou o causa da reforma por seus dramas satíricos, que eram representados nas ruas, sua exposição de Eck e Faber após a disputa de Baden, e sua influência no Grande Conselho dos Duzentos, que se tornou o guarda-chuva dos ministros pregadores dos princípios bíblicos reformados. da cidade (d. 1530). Em diversas ocasiões os ministros eram acusados e condenados no Pequeno Conselho, dependendo de seus posicionamentos políticos-religiosos, mas as sentenças eram derrubadas no Grande Conselho, e por está razão o movimento reformado por prosseguir firme em Berna.

Um primeiro embate ocorreu na cidade católica de Baden, em Aargau, em 21 de maio de 1526, durando dezoito dias, até 8 de junho. Os cantões e quatro bispos enviaram deputados, e muitos teólogos estrangeiros estavam presentes. Os se fizeram representar em um número pequeno, com ausências significativas. O próprio Zwínglio fora impedido de participar da disputa, pelo Concílio de Zurique de sair de casa, pois ele corria risco de morte. Todavia, ele manteve-se em contato permanente com seus colegas e municiando-os o máximo possível por correspondentes secretos. Ninguém duvidava da coragem de Zwínglio que fora demonstrada incontáveis vezes na bigorna das batalhas. Mas neste momento delicado de Berna, sua ausência fora sentida uma vez que ele igualaria a balança do debate com o romanista ferrenho Eck.  

Mas esta primeira vitória católica romana se demonstrará não apenas ser temporária e parcial, mas a gota que fará o copo transbordar a favor da verdade evangélica da Reforma. O poeta temporário, Nicolas Manuel, assim descreveu a conduta do romanista Eck durante e depois do debate:  

"Eck bate com os pés e bate palmas,

Ele delira, ele xinga, ele repreende;

'Eu faço', grita ele, 'o que o Papa ordena,

E ensina tudo o que ele sabe.[1]

Tal foram os abusos dos organizadores do debate e a malversação do resultado que o debate não foi aceitou e um novo e justo debate foi marcado. As eleições em 1527 viraram o jogo político, e as medidas retroativas romanas foram revogadas e uma nova disputa ordenado para ocorrer em 6 de janeiro de 1528, agora na cidade de Berna.

O Grande Conselho da cidade convocou uma assembleia de clérigos e leigos para discutir as disputas (janeiro 1528). Os cantões católicos romanos e os quatro bispos convidados recusaram, sendo a exceção apenas o bispo de Lausanne, que se manteve em silêncio por discordar que o debate fosse feito na língua alemã e não em latim (como a anterior). O expoente maior papal o Dr. Eck, sabendo que não teria maioria e nem esquema montado a favor do catolicismo rejeitou e atacou o novo debate, declarando que o debate anterior fora vencedor.

Desta vez, como não havia ocorrido na anterior, os principais líderes da Reforma alemã e suíça se fizeram presentes na conferência. Dentre os nomes mais influentes Ambrosius Blaarer de Constança, Oecolampadius de Basiléia, Martin Bucer e Capito de Estrasburgo, Sebastian Wagner Hofmeister de Schaffhausen, William Farel que era pregador em Aigle, e outros menos conhecidos que entre os suíços e estrangeiros, somavam aproximadamente 250 clérigos presentes. A cidade de Zurique enviou cerca de cem ministros e leigos, com uma forte proteção.

Os principais oradores do lado reformado foram Zwínglio, Haller, Kolb, Oecolampadius, Capito e Bucer de Estrasburgo; e pelo lado romano, Grab, Huter, Treger, Christen e Burgauer. Joachim von Watt (humanista, estudioso, prefeito e reformado) de St. Gall presidiu. Sermões populares foram pregados durante a disputa por Blaurer de Constança, Zwínglio, Bucer, Oecolampadius, Megander e outros.

O tempo da conferência duraria dezenove dias, e nela foram lidas e debatidas dez teses que sob a coordenação do reformador Zwínglio haviam sido revisadas e publicadas a pedido de Haller. O famoso historiador da igreja, Phillip Schaff, proclamou "vitória completa" para os reformadores. Assim, o Grande Conselho de Berna tornou-se um grande ponto de virada na Reforma Suíça que também se espalhou para partes da Alemanha e outros países.

Os efeitos desta vitória dos reformados se fizeram refletir de imediato: a missa foi abolida e substituída pelo sermão, imagens foram removidas dos templos e, os monastérios foram esvaziados e usados para a educação de pessoas comuns, e as verbas públicas que eram direcionadas para o sustento dos clérigos romanistas e impostos que eram enviados ao Papa foram declaradas ilegais em Berna.

Esta é a razão pela qual este precioso documento reformado é relevante e não deve ser ignorado, como um movimento menor. Neste momento se inicia a expansão do movimento de Reforma na Suíça, uma vez que, apenas o cantão leste, Zurique tinha se posicionado pela Reforma. Agora soma-se a cidade de Berna, uma das três cidades mais importantes da região. Esta união era fundamental para que o movimento protestante pudessem ser fortalecido e alcançar outras cidades da federação suíça.

 

As Dez Teses de Berna

A santa Igreja Cristã, cuja única Cabeça é Cristo, nasce da Palavra de Deus e permanece na mesma, e não ouve a voz de um estranho.

A Igreja de Cristo não faz leis e mandamentos sem a Palavra de Deus. Portanto, as tradições humanas não são mais obrigatórias para nós do que são fundadas no Palavra de Deus.

Cristo é a única sabedoria, justiça, redenção e satisfação para os pecados de todo o mundo. Portanto, é uma negação de Cristo quando nós confessarmos outro motivo de salvação e satisfação.

A presença essencial e corpórea do corpo e do sangue de Cristo [no missa] não pode ser demonstrada a partir da Sagrada Escritura.

A missa como agora em uso, na qual Cristo é oferecido a Deus Pai para os pecados dos vivos e dos mortos, é contrária às Escrituras, uma blasfêmia contra santíssimo sacrifício, paixão e morte de Cristo, e por causa de sua abusa de uma abominação diante de Deus.

Assim como somente Cristo morreu por nós, ele também deve ser adorado como o único Mediador e Advogado entre Deus Pai e os crentes. Portanto, é contrário à Palavra de Deus para propor e invocar outros mediadores.

A Escritura não sabe nada sobre um purgatório depois desta vida. Portanto, tudo missas e outros ofícios para os mortos são inúteis.

A adoração de imagens é contrária às Escrituras. Portanto, imagens devem ser abolidos quando são colocados como objetos de adoração.

O matrimônio não é proibido nas Escrituras a nenhuma classe de homens, mas permitido a todos.

Uma vez que, de acordo com as Escrituras, um fornicador declarado deve ser excomungado, ele segue-se que a falta de castidade e o celibato impuro são mais perniciosos para o clero do que a qualquer outra classe.

 

Documentos de Fé Reformadas Elaboradas no Século 16

1. Ulrico Zuínglio, Sessenta e Sete Artigos (1523)

2. Ulrico Zuínglio, Instrução Curta e Cristã (1523)

3. As Dez Teses de Berna (1528)

4. A Confissão dos Pregadores da Frísia Oriental (1528)

5. William Farel, Resumo (1529)

6. Ulrico Zuínglio, Fidei ratio (1530)

7. A Confissão Tetrapolitana (1530)

8. Confissão de Valdenses (1530 ou 1531)

9. Ulrico Zuínglio, Exposição da Fé Cristã (1531)

10. Artigos do Sínodo de Berna (1532)

11. O Sínodo de Chanforan (1532)

12. A Confissão de Angrogna (1532)

13. A (primeira) confissão de Basileia (1534)

14. A Confissão Boêmia (1535)

15. Os Artigos de Lausanne (1536)

16. A Primeira Confissão Helvética (Segunda Confissão de Basileia) (1536)

17. João Calvino, Catecismo (1537)

18. João Calvino, Confissão de Fé de Genebra (1536/37)

19. João Calvino, Catecismo (1538)

20. Confissão Valdense de Merindol (1541)

21. A Confissão dos Valdenses da Provença (1543)

22. A Confissão dos Valdenses de Merindol (1543)

23. Confissão Valônica de Wessel (1544/45)

24. João Calvino, Catecismo (1545)

25. Juan Díaz, Suma de la Religio Cristiana (1546)

26. Juan Valdés, Catecismo (1549)

27. Consenso Tigurinus (1549)

28. Thomas Cranmer, Catecismo Anglicano (1549)

29. A Confissão de Londres de John a Lasco (1551)

30. O Grande Catecismo de Emden; ou Catecismo da Igreja dos Imigrantes em Londres (1551)

31. A Confissão da Congregação de Glastonbury (1551)

32. Confessio Rhaetiae (1552)

33. João Calvino, Consenso Genevensis (1552 

 

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Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
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Referências Bibliográficas

BOISSET, J. História do protestantismo. São Paulo: Difusão Europeia, 1971.

DANIEL-ROPS. A igreja da renascença e da reforma I: a reforma protestante. São Paulo: Ed. Quadrante, 1996, p. 435.

DELUMEAU, Jean. La Reforma. Barcelona: Editorial Labor S/A, 1967.

DENNISON, James T. Dennison, Jr. (org.). Reformed Confessions of the 16th and 17th Centuries in English Translation – 1523-1552 (Grand Rapids, Reformation Heritage Books, 2008), vol. 1, págs. 40-42

LINDBERG, Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo: Sinodal, 2001.

MAINKA, Peter Johann. Huldrych Zwingli (1484-1531), O Reformador de Zurique – um esboço biográfico. Maringá: Universidade Estadual de Maringá, 2001. http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciHumanSocSci/article/viewFile/2758/1893.

 


[1] SCHAFF, Philip. História da Igreja Cristã, Volume VIII: Cristianismo Moderno. A Reforma Suíça. Grand Rapids, MI: Biblioteca Etérea de Clássicos Cristãos. https://ccel.org/ccel/schaff/hcc8/hcc8?queryID=44673475&resultID=1197

 


segunda-feira, 4 de novembro de 2024

História da Igreja ou História da Humanidade


                Desde há muito tempo procura-se separar a História em História Secular e História Bíblico Cristã, como se fossem algo completamente distintas e para a grande maioria dos historiadores atuais completamente incompatíveis.

          O que parecia ser apenas uma divisão didática dos compêndios históricos foi transformado em uma arma para alienar completamente o estudo sério da História Cristã, como parte de uma ação orquestrada para roubar das mentes infanto-juvenis, dos centros acadêmicos e da população em geral todo e qualquer vestígio da História Bíblico-Cristã.

          Esse movimento vem sendo implementado há vários séculos e como a história da rã colocada na água fria e que vai paulatinamente aquecida até sua morte, os que ainda creem na História Humana como palco da atuação de um Deus soberano sobre tudo e sobre todos estão caminhando para a extinção.

          Pode-se falar e ensinar abertamente sobre uma teoria nunca efetivamente comprovada cientificamente, nem mesmo pelo seu mentor inicial Darwin, mas não se pode falar sobre um Deus que interage com a História humana.

          A História da Igreja e/ou Bíblico-Cristã é parte integrante da História Humana. Todo esforço para separa-la é apenas a comprovação empírica da alienação do ser humano de Deus. Assim como ocorreu nos primórdio da história humana quando o ser humano estupidamente e afrontosamente começam a construir uma gigantesca Torre para que não fossem destruídos novamente com dilúvio, continua-se a frustrante tentativa humana de alienar Deus de sua história. Os grandes impérios caem, um a um, mas Deus continua sendo Deus e exercendo a Sua soberania sobre os designíos da história humana.

        Portanto, quando falamos ou tratamos da História da Igreja Cristã não estamos restringindo apenas e tão somente há uma ou muitas instituições religiosas, que podem vir a ser englobadas nesta terminologia. A História da Igreja refere-se diretamente às contínuas e permanentes ações de Deus na condução da História Humana em toda sua temporalidade e abrangência.

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Guedes, Ivan Pereira

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sábado, 11 de maio de 2024

Calvino: Comentários Bíblicos em Ordem Cronológica - 1 e 2 Coríntios

 


O artigo em que os comentários bíblicos de João Calvino são colocados em ordem de suas respectivas impressões é apenas um pequeno e singelo esforço de resgatar o trabalho desse incansável reformador do século XVI (ver artigos relacionados).  

Seus Comentários influenciaram profundamente as igrejas não somente da tradição reformada; e um interesse renovado por eles e seu estudo não só contribui para uma melhor compreensão de Calvino e sua Teologia, mas também produz um profundo impacto na mentalidade e na vivência da igreja evangélica e cristã desse século XXI.

Concordamos de que Calvino foi, por várias razões, um comentarista único e extremamente esclarecedor. Sua educação acadêmica humanista, seu amplo conhecimento criterioso do trabalho de outros intérpretes da Bíblia que o antecederam, e sua competência exegética e compreensão da mentalidade bíblica – tudo isso o tornava um intérprete apropriado dos escritos bíblicos.

Nos 101 volumes do “Corpus Reformatorum” (série que reúne as composições literárias dos principais reformadores do século XVI), os escritos de João Calvino totalizam 59 obras volumosas. O Dr. Rev. Martin Lloyd-Jones, prolífico escritor calvinista, disse acerca do trabalho literário de Calvino: “Como um só homem pôde fazer tudo isso, e em acréscimo pregar com regularidade, é-nos espantoso contemplar[1]

          E ainda temos um agravante que é o fato de Calvino ter uma saúde bastante debilitada, cujas enfermidades o afligiam continuamente. O Rev. Wilson Castro Ferreira, um de seus biógrafos brasileiros registra: “escreveu doente, escreveu em meio às mais acirradas lutas, escreveu no leito, ditando aos seus secretários, escreveu até altas horas da noite, mesmo enfermo e, segundo testemunho do seu primeiro biógrafo, Theodoro Beza, ele escreveu até oito horas antes da sua morte” [2]. Seu trabalho somente foi interrompido por sua morte prematura antes mesmo de completar cinquenta e cinco anos de vida.

Sua obra Magnum opus as Institutas, ou Tratado da Religião Cristã (ver artigos relacionados), teve sua primeira edição publicada em 1536, o ano seguinte após ser escrita. Começou como um pequeno livro de 516 páginas e apenas seis capítulos. Todavia, em sua edição de 1539 já estava com 17 capítulos, mas que em continua revisão e acréscimos pelo reformador genebrino transformou-se em quatro livros com um total de oitenta capítulos. Teve ao menos nove edições de próprio punho, escritas em latim e francês em uma época em que as condições de trabalho eram mínimas à luz de vela e lampião, pena e tinteiro. As Institutas consumiram cerca de 25 anos seguidos de árduo trabalho de Calvino.

Seus comentários bíblicos dos livros das Escrituras foram produzidos para complementar suas Institutas. Ele escreveu comentários de 24 livros do Antigo Testamento, e do Novo Testamento deixou de comentar apenas a 2ª e a 3ª epístolas de João e o Apocalipse. No formato online e PDF é possível encontrá-los. Das editoras a mais popular é a coleção produzida pela editora Baker Book House que os reúnem em 22 volumes que totalizam mais de 11.000 páginas! Infelizmente pessoas que não leram nem ao menos 10% de suas obras estufam o peito e se autodenominam de calvinistas.

O primeiro comentário bíblico de João Calvino foi sobre a epístola aos Romanos, preparado quando o reformador ainda se encontrava em Estrasburgo, em 1539. O livro está dedicado a Simão Grinée, reformador em Basiléia e mestre de Calvino no grego e teologia. Os últimos comentários escritos por João Calvino foram os de Josué e Ezequiel, que compreende apenas os vinte primeiros capítulos. A edição escocesa de 1850 traz a seguinte nota ao Comentário de Ezequiel: “Depois de terminar esta última preleção (sobre o cap. 20), o ilustre João Calvino – o Teólogo – que havia estado previamente enfermo, começou a sentir-se tão fraco, que foi compelido a buscar o leito e não pôde mais prosseguir na explicação de Ezequiel. Esta foi a razão de parar no cap. 20º e não terminar uma obra tão auspiciosamente começada”.

Um número extraordinário de comentaristas posteriores atesta positivamente a excelência dos comentários de João Calvino, incluído o professor Tiago Arminius (1560-1609), que se opôs tenazmente à teologia calvinista da predestinação/eleição incondicional, mas que recomendava aos seus alunos a leitura dos comentários de Calvino que na sua opinião não havia melhores [3]. Seus comentários representam uma ruptura com o método alegórico e complicado de exposição dos eruditos escolásticos. Para ele um bom comentário bíblico tinha que ser fiel à ideia central do texto, sem subterfugio e extraindo o seu sentido natural. Em seu comentário de 2Coríntios 3.6, Calvino faz questão de explicar a razão pela qual efetivou a mudança do método alegórico de interpretação, até então comumente utilizada, em favor da ênfase no sentido literal, gramático-histórico do texto.

Seguindo uma ordem cronológica o primeiro comentário bíblico de João Calvino foi sobre a epístola aos Romanos. Para ele, assim como tantos outros antes e depois dele, visto que foi escrita após mais de vinte anos de vida cristã, de maneira que nela se reflete a maturidade e aprendizado maturado do velho apostolo, se constituindo então na principal porta de entrada para uma ampla exposição das Escrituras que era o objetivo maior de Calvino. De maneira que, ele tem plena consciência que está diante de um texto que lhe apresenta as doutrinas fundamentais do ensino cristão genuíno que está sendo resgatado pelos reformadores.

O comentário da Primeira aos Coríntios chegou a Estrasburgo em novembro de 1545 e sua impressão é anunciada para a feira da primavera em 1546, o que de fato ocorreu. A Segunda Epístola aos Coríntios foi publicada por ele apenas alguns meses depois de seu Comentário sobre a Primeira Epístola, sua dedicatória da Segunda Epístola, data de 1º de agosto de 1546, enquanto a dedicatória da Primeira Epístola data de 24 de janeiro de 1546. Nesse período Calvino enfrentava muitas lutas e dificuldades, teve que lidar com o desanimo dos genebrinos, por causa das ameaças do Imperador Carlos V, a reação negativa às pregações e direcionamentos dados por ele e as falsas acusações sobre seu ensino doutrinário. Mas, ele encontrou nestas duas epístolas paulinas o consolo e animo para continuar seu ministério pastoral.

Ao enviar o trabalho de Segunda Coríntio para ser impresso em Estrasburgo e devido a longa espera de confirmação que o documento havia chegado, ele resolveu que sempre haveria de fazer uma cópia antes de enviá-los. Mas devido a guerra entre o imperador Carlos V e os príncipes alemães (1546-1547) esta e as demais acabaram sendo impressas em Genebra.

          Certamente uma das razões de Calvino investir seu precioso tempo com as correspondências paulinas aos crentes em Corinto é que o seu contexto eclesiástico conturbado e até mesmo pecaminoso tinham relações muito próximas do contexto histórico eclesiástico que Calvino estava enfrentando em Genebra. Todavia, ao lermos seus comentários, não transparece toda essa convulsão eclesiástica social-política, mas parecem terem sido preparados em um momento tranquilo e em pastos verdejantes.

          Na comunidade de Corinto proliferavam os falsos mestres que traziam suas novidades e incendiavam as mentes e corações daqueles cristãos, o que estava ocorrendo continuamente na comunidade genebrina. Portanto, enquanto Calvino se debruçava nas literaturas de Paulo aos Corintos ele estava armazenando munição para rebater seus próprios invasores em sua comunidade. E como professor e mestre nas escolas e seminário os argumentos exortativos de Paulo aos Corintos se constituíam em preciosas ferramentas para colocar às mãos de alunos, professores e mestres que vinham de todas as partes da Europa e retornavam adequadamente preparados para responder as demandas de suas próprias comunidades locais.

          Dois fatores externos produziam apreensão ao coração pastoral de Calvino que encontra paralelo no contexto histórico de Paulo aos Corintos. Como pastor ele tinha que acalmar e animar constantemente os membros de sua igreja pois o imperador Carlos V ameaçava constantemente perseguir as igrejas reformadas; mas assim como Paulo nada afligia mais o coração pastoral do que o contexto depravado da sociedade de seus dias. Constantemente se levantavam falsas acusações contra Calvino, mormente apresentadas por pessoas desgostosas de seu ensino e pregações que confrontava abertamente a vivência desconectada do ensino bíblico da vida delas. Assim como em Corinto muitas vezes Paulo foi questionado sobre suas credenciais apostólicas, sua capacidade pedagógica (oratória fraca) e até mesmo sua aparência física, em Genebra Calvino era alvo constante de toda sorte de críticas sem quaisquer critérios ou fundamentos. Infelizmente ainda hoje os adversários de Paulo e Calvino continuam a utilizar tais artifícios covardes contra ambas as figuras históricas. Os inimigos da verdade nunca tiveram caráter.

          As dedicatórias que antecedem seus comentários são sempre preciosas. Mas tudo indica que nesta primeira epístola aos Corintos houve um lamentável episódio. Originalmente Calvino havia feito uma dedicatória à Tiago da Borgonha, senhor de Falais e Bredam, de sangue da França, descendente de São Luís, bisneto de Filipe, o Bom, duque da Borgonha, que rompendo com a igreja romana, por muitos anos frequentou a igreja reformada em Genebra e mantinha uma amizade pessoal com Calvino. Mas após os embates entre o reformador e o frade carmelita, parisiense e médico, Jérôme-Hermès Bolsec, no ano de 1551, ele e sua família se afastaram de Genebra. Esse afastamento pode ou não implicar em igual comportamento em relação aos princípios de fé reformada, mas tudo indica que tenha pesado a sua discordância da forma contundente com que Calvino propôs punir o comportamento de Bolsec, que era também o médico do nobre e da sua família. Essa dissensão tornou-se crescente quando Tiago defendeu abertamente o comportamento opositor de Bolsec em Genebra, interrompendo o processo que corria contra ele, bem como igualmente o defendeu no judiciário de Berna que acolheu calorosamente a solicitação, a ponto de Farel, reformador de primeira ordem e amigo de Calvino, não ter dúvidas em apontar essa intervenção a causa da relutância das igrejas suíças em endossar a teologia calvinista. De maneira que, não apenas recusaram abrir processo judicial contra Bolsec, como exortaram tolerância e moderação aos genebrinos.

Esse seria um entre tantos embates que Calvino enfrentou no transcorrer de sua vida eclesiástica, mas um dos desdobramentos desta questão foi a grande decepção do reformador genebrino em relação ao comportamento antagônico de Tiago, o qual levou a um rompimento definitivo da amizade, de maneira que Calvino suprimiu a Dedicação que havia feito a ele e a substituiu por outra dirigida a Galliazus Caracciolus, descendente e filho único e herdeiro do Marquês de Vico. Ele menciona essa substituição na sua segunda dedicatória:

Quem dera que, quando este Comentário viu a luz pela primeira vez, eu não tivesse conhecido de todo, ou então tivesse conhecido profundamente o indivíduo cujo nome, até então inscrito nesta página, agora estou sob a necessidade de apagar! Não tenho, é verdade, medo de que ele me tranquilize com inconstância, ou reclame que eu lhe tirei o que eu havia dado anteriormente, por ter intencionalmente feito dele seu objetivo, não apenas para se afastar o máximo possível de mim pessoalmente, mas também para não ter nenhuma ligação com nossa Igreja, ele não deixou a si mesmo um justo motivo de queixa. É, porém, com relutância que me desvio do meu costume, de modo a apagar o nome de qualquer um dos meus escritos, e entristece-me que esse indivíduo tenha abandonado a elevada eminência que lhe eu lhe tinha atribuído, 19 para não estender uma luz aos outros, como era meu desejo que ele o fizesse. 20º Como, no entanto, não está em meu poder remediar esse mal, que ele, no que me diz respeito, permaneça sepultado, pois desejo ainda agora poupar seu crédito ao não mencionar seu nome.                                       

Por sua vez, Galliazus Caracciolus, era um nobre que havia abandonado a Itália, após sua conversão, e passou a morar em Genebra. Ali permaneceu até sua morte e estabeleceu uma longa amizade com Calvino até a morte desse. Sempre deu um testemunho digno de uma fé e prática reformada. Atestada pela dedicatória que o reformador genebrino lhe faz nas edições posteriores e definitiva de seu trabalho da primeira epístola ao Corintos.

 

Utilização livre desde que citando a fonte

Guedes, Ivan Pereira

Mestre em Ciências da Religião.

me.ivanguedes@gmail.com

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Notas

[1] Lloyd-Jones D. M. Os puritanos: suas origens e seus sucessores. São Paulo: PES, 1993, p. 114.

[2] Wilson C. Ferreira. Calvino: vida, influência e teologia. Campinas: LPC, 1985, p. 140.

[3] The works of James Arminius. Vol. I. Grand Rapids: Baker Book House, 1996, p. 295.

Referências Bibliográficas Citadas

[1] Lloyd-Jones, D. M. Os puritanos: suas origens e seus sucessores. São Paulo: PES, 1993, p. 114.

[2] Gonzalez, Justo L. A era dos reformadores. Vol. 6. São Paulo: Vida Nova, 1989, p. 111.

Referências Bíblicas Geral

CALVIN, Jean. As Institutas ou Instituição da Religião Cristã (da edição original francesa de 1541). Tradução e leitura de provas Odayr Olivetti; revisão e notas de estudo e pesquisa Herminsen Maia Pereira da Costa. 1ª edição. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2002.

D'AUBIGNÉ, J. H. Merle. The Reformation in Europe in the time of Calvin. Vol. VIII. Translated William L. R. Cates. New York: Robert Carter and Brothers, 1879.

FERREIRA, Wilson Castro. Calvino: vida, influência e teologia. Campinas, SP: Edição de Luz Para o Caminho, 1985.

GREEF, Wulfert. The Writings of John Calvino: An Introductory Guide. Trans. L. D. Bierma. Grand Rapids: Baker, 1989.

HALSEMA, Thea B. Van. João Calvino era assim. Editora Os Puritanos/Clire, 2009/2011.

PARKER, Thomas Hnry Louis. Calvino's New Testament Commentaries. Westminster John Knox Press, 1993.

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