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sexta-feira, 26 de março de 2021

Calvino: 1564 o Crepúsculo de um Reformador

 


O ano de 1564 foi o primeiro do seu descanso eterno e o início,
para nós, de uma longa e justificável dor. 
Theodore Beza

            Desde sua conversão até seu último dia João Calvino manteve-se envolvido em suas múltiplas tarefas de professor, pregador, pastor, e principalmente de escritor. Poucos reformadores deixaram tantas obras escritas como ele começando por sua obra teológica magna “As Institutas da Religião Cristã”, que após cada revisão era ainda mais ampliada, perpassando por seus preciosos comentários dos livros da bíblia, do Primeiro Testamento com exceção dos livros históricos depois de Josué (Juízes, Rute, Samuel, Reis, Ester, Neemias, Esdras), e da literatura de sabedoria deixou de comentar Provérbios, Eclesiastes e Cantares, do Segundo Testamento as exceções foram o livro do Apocalipse e as duas últimas cartas de João. Suas correspondências é algo extraordinário em torno de 4.271 cartas que foram coletadas, muitas delas com diversas laudas, mantidas com as mais diversas personalidades e sobre os mais controversos temas. E seus sermões que duravam não menos do que uma hora e seis mil palavras.[1] Calvino como uma vela manteve sua luminosidade até o último momento.

            Sua saúde desde muito jovem sempre foi bastante frágil e ao longo dos anos foi agregando uma série de enfermidades que o perturbavam muito. Calvino descrevia sua condição física como "uma luta constante de morte": era um sofredor crônico de febre, renite (inflamação da membrana mucosa do nariz que fazia seu nariz escorrer continuamente), asma, indigestão e enxaqueca que às vezes o mantinham acordado a noite toda; a partir de 1558, ele sofreu longamente de febre quartã (uma febre malárica intermitente) da qual nunca se recuperou totalmente; a lista parece interminável, sofria de artrite quase paralisante, gota, pedras nos rins, hemorroidas ulceradas, doença gengival, indigestão crônica e pleurisia que finalmente levou à tuberculose pulmonar maligna. Em muitos momentos Calvino chegou a tossir sangue durante pregações ou palestras públicas.

Mas após enfrentar tantas tempestades ele sente que seus dias estão por se completar. Mas ao olhar no retrovisor de sua vida ele é tomado de grande alegria interior, por tanto que Deus o capacitou a realizar e por aquilo que ele ainda haveria de fazer no pouco tempo que ainda lhe será concedido pela graça de seu Salvador e Senhor. Sobre essa aproximação do fim, é revelador lermos o que escreveu Theodore Beza, um de seus primeiros biógrafos e de convivência pessoal: “No ano de 1562 já pode ser visto, que Calvino estava apressando-se com passos rápidos para um mundo melhor. Ele, porém, não cessou de confortar os aflitos, de exortar, mesmo de pregar, e dar palestras”. Era impossível conviver com Calvino e não admirar sua determinação; suas obras e correspondências finais não são em nada inferior ao que havia produzido em outros anos de mais vigor, se o corpo padecia a mente e o coração pulsavam vividamente cada minuto do dia, sua mente adamantina permaneceu saudável e ativa até seus últimos momentos de vida, como atestam as atas do Consistório de Genebra: "saudável e inteira em sentido e compreensão".

            De onde Calvino tirava tanta determinação? Uma resposta simples pode ser encontrada em uma das pedras fundamentais do edifício que abriga o Colégio, onde ele esculpiu uma expressão de Provérbios: “O temor do Senhor é o principio da sabedoria”. Esse foi o moto pelo qual Calvino viveu intensamente cada dia da sua vida, uma das razões pelas quais ele não sucumbiu antes diante de suas múltiplas responsabilidades e atividades e das violentas tempestades que se abateram sobre ele. Ele nunca tinha sido realmente robusto e, nos últimos anos apareceu asma, acompanhada de cusparadas de sangue e outros distúrbios, mas nada o impedia de continuar seu trabalho e de fato parece ter trabalhado ainda mais à medida que suas forças diminuíam. Cada grão de areia da ampulheta do tempo que Deus ainda lhe reservara tornava-se mais precioso do que ouro e prata. Tanto a fazer e tão pouco tempo.

Adentrando o ano de 1563 suas condições físicas se deterioram rapidamente, que todos que o viam admiravam-se dele ainda estar vivo. E apesar de aconselhado pelos amigos mais íntimos a se poupar ele resistia. Quando por fim teve que deixar as atividades públicas da cidade, do Colégio e do púlpito, ele manteve-se plenamente ativo em sua residência, atendendo todos os que o procuravam e utilizando seus secretários, que se revezavam, ditando-lhes as correspondências, bem como seus comentários bíblicos.

            Seu último comentário foi justamente o livro de Josué e aqui muitos são os que discutem se foi algo casual ou se ele realmente pressentia que sua partida estava muito próxima. A questão é que o livro de Josué trata justamente da Morte de Moisés e a transição para uma nova liderança na figura de Josué. É impossível ler o comentário e não perceber a ligação direta com o momento transitório de Calvino.

            Este comentário foi feito a partir das reuniões semanais em que todos os ministros de Genebra e aldeias vizinhas compareciam para estudar as Escrituras, chamada “Congregação da Companhia de Pastores”. A participação efetiva de Calvino revela o grau de importância que ele dava a estas reuniões semanais. De junho de 1563 a janeiro de 1564, ou seja, no transcorrer dos últimos meses de vida de João Calvino, foram produzidos vinte e três textos sobre o livro de Josué.

            A segunda quinzena de agosto e setembro-outubro de 1563 fora dias muito difíceis para Calvino, como testemunham suas cartas. Calvino havia pregado seu último sermão em Genebra em 6 de fevereiro de 1564, mas de acordo com Theodore Beza ele persistiu em participar das reuniões semanais dos pastores porque não havia necessidade dele falar por uma ou mais horas inteiras, como na pregação ou nas aulas. Como moderador ele apenas adicionava comentários ao capítulo que fora exposta por um dos colegas, bem como fazia uma conclusão e a oração final.

            Estas reuniões dos pastores eram também importantes para que eles pudessem acompanhar pessoalmente as condições de saúde de seu amigo e amado líder. No final de março de 1564 ele participa da sua última reunião oficial da Companhia de Pastores, de preparação para a celebração da Páscoa e da Ceia do Senhor. Na sexta-feira 31 de março, pela última vez, ele esteve presente no Auditório onde se realizavam as reuniões, já com seu corpo completamente desfigurado.

Em 25 de abril, ele ditou seu último testamento[2] e na sexta-feira, 28 de abril de 1564, Calvino recebeu a congregação de ministros à sua cabeceira e despediu-se deles. Suas palavras foram posteriormente anotadas de memória pelo ministro Jean Pinant. É a voz de um homem determinado, mas completamente exaurido. Na verdade, ele viveu somente mais algumas semanas. Ele faz uma retrospectiva de sua chegada à Genebra até aqueles dias e aqui podemos visualizar a força de sua personalidade e o ponto convergente de sua vida:

Pareço ser diferente de outros enfermos que, quando a morte se aproxima, seus sentidos falham e eles deliram. No meu caso, embora seja verdade que me sinto paralisado, parece que Deus estava concentrando todos meus sentidos dentro de mim, e acredito que terei grandes dificuldades e que morrer me custará muito esforço. . . .

Quando vim pela primeira vez a esta igreja, não encontrei quase nada nela. Havia pregação e isso era tudo. Eles procurariam ídolos, é verdade, e os queimavam. Mas não houve reforma. Tudo estava em desordem. . . Eu vivi aqui em meio a discussões contínuas. Fui saudado com escárnio uma noite diante de minha porta com 40 ou 50 tiros de arcabuz. Eu sou, e sempre fui um estudioso [acadêmico] pobre e tímido, então você pode imaginar o quanto isso me surpreendeu. ... Eles colocaram cachorros nos meus calcanhares, gritando, ‘para ele, para ele!’ E eles morderam meu vestido e minhas pernas [referindo ao seu retorno de Estrasburgo]. Pois embora eu não seja nada, sei bem que evitei 3.000 tumultos que poderiam ter ocorrido em Genebra. Mas tenham coragem e fortaleçam-se, pois Deus fará uso desta Igreja e a manterá e garante que a protegerá.

Mas ele aproveita também para fazer uma avaliação pessoal consciente e realista, mesmo sabendo que opositores haveriam de fazer uso distorcido de suas próximas palavras:

Tive muitas enfermidades que vocês tiveram de tolerar, e tudo o que fiz foi de pouca importância. Os mal-intencionados tirarão proveito dessa confissão, mas repito que tudo o que fiz tem pouca importância, e sou uma pobre criatura. Minhas faltas sempre me desagradaram e a raiz do temor ao Senhor sempre esteve em meu coração. Quanto à minha doutrina, ensinei fielmente, e Deus me deu graça para escrever, o que fiz fielmente como eu pude; e não corrompi [mutilei] uma única passagem da Escritura nem a torci até onde eu sei; e quando podia chegar a um significado artificial através da sutileza, coloquei tudo isso sob meus pés e sempre busquei a simplicidade. Não escrevi nada por ódio contra ninguém, mas sempre coloquei diante de mim o que pensei ser para a glória de Deus. (CO 20.3023).

            Mas em 19 de maio, preparando-se para a celebração da Ceia de Pentecostes de 1564 todos os participantes de Companhia de Pastores se fizeram presentes na Rue des Chanoines, residência de Calvino na cidade. Ali fizeram sua refeição comunitária e celebraram sua amizade. Ele pediu que fosse conduzido de seu quarto para a sala de jantar adjacente. Enquanto à mesa, contemplando a todos os presentes com seus olhos vividos disse com voz fraca, mas firme: “Esta é a última vez que os encontrarei à mesa”, palavras que trouxe aperto ao coração de todos os presentes. Ele então fez uma oração, comeu um pouco e conversou o mais animadamente possível naquelas circunstâncias. Antes de terminar a refeição, ele solicitou que fosse levado de volta ao seu quarto e, ao despedir-se, disse com um semblante sorridente: “Esta parede não me impedirá de estar presente convosco em espírito, embora ausente no corpo. Foi o último momento deles com Calvino, que veio há falecer poucos dias depois.

            Embora Calvino tenha insistido por correspondência para que Farel,[3] seu amigo precioso, não empreendesse viaje para uma visita final, já completado seus oitenta anos e com a saúde debilitada, Farel fez a longa viagem de Neuchâtel para que pudesse estar ao lado do irmão de batalha. Diante da figura deteriorada do amigo, Farel declarou que desejava morrer no lugar dele. Alguns dias depois da morte do querido amigo Farel escreve uma carta a Fabri, outro amigo leal (6 de junho de 1564):

 Oh, por que não fui levado em seu lugar, enquanto ele poderia ter sido poupado por muitos anos de saúde ao serviço da Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo! Agradeço a Aquele que me deu a graça suprema de encontrar esse homem e mantê-lo contra sua vontade em Genebra, onde ele trabalhou e realizou mais do que a língua pode dizer. Em nome de Deus, eu o pressionei e o pressionei novamente para assumir um fardo que lhe parecia mais difícil do que a morte, de modo que às vezes ele me pedia, pelo amor de Deus, que tivesse pena dele e lhe permitisse servir a Deus de uma maneira que se adequasse à sua natureza. Mas quando ele reconheceu a vontade de Deus, ele sacrificou sua própria vontade e realizou mais do que se esperava dele, e superou não apenas os outros, mas também a si mesmo. Oh, que curso glorioso ele terminou alegremente! (GREEF, 2008).

Calvino morreu pacificamente e silenciosamente no sábado, 27 de maio de 1564 entre as 20h e 21h, com a idade de (apenas) 54 anos. E coube a Beza testemunhar sua partida:

“Eu tinha acabado de deixá-lo, um pouco antes e, ao receber o chamado dos servos, corri imediatamente para ele com um dos irmãos. Descobrimos que ele já havia morrido, e com tanta calma, sem nenhuma convulsão nos pés ou nas mãos, que nem mesmo deu um suspiro mais profundo. Ele permaneceu perfeitamente sensato e não foi totalmente privado de falar até o último suspiro. Na verdade, ele parecia muito mais um adormecido do que morto”.

E o próprio Beza registra o impacto desta morte na cidade de Genebra:  Na noite e no dia seguinte houve uma lamentação geral por toda a cidade ... todos lamentando a perda de alguém que foi, sob Deus, um pai comum e consolador” (1983,  Xcvi). Mais um testemunho contraditório ao estereotipo frio e insensível que seus adversários produziram nas bigornas dos centros acadêmicos e religiosos daqueles dias e premeditadamente perdura até os dias de hoje.

Mas é relevante ouvirmos o testemunho oficial do Consistório de Genebra[4], composto por pessoas que conviveram por muitos anos com João Calvino:

No que diz respeito ao falecido M. Calvin que tinha sido como um pai no meio de nossa sociedade e o mesmo para cada um de nós individualmente. Deus deu a ele tais qualidades e o acompanhou com tanta autoridade sobre as pessoas que ele usou para ajudar cada um de nós a servir melhor em nosso ministério, de modo que se tivesse que marcar uma reunião todos os anos não poderia ter escolhido ninguém mais de nossa sociedade: ter feito de outra forma teria sido ignorar as incríveis e grandes qualidades que Deus concedeu a Calvino; junto a eles havia uma sinceridade e consciência que todos podiam perceber. E, na verdade, Deus abençoou tanto sua conduta que em todas as esferas, inclusive em tudo o que diz respeito ao nosso ministério, nunca faltou à nossa sociedade um conselho bom e sensato, e sempre foi óbvio que ele nunca pensou em sua própria vantagem ou na de seus parentes, mas tratou todos iguais. (Registres II, p. 103, apud, POTTER, 1983, p. 179).  

Ele foi enterrado no domingo em uma sepultura sem identificação em um local secreto em algum lugar de Genebra. Essa havia sido uma solicitação pessoal de Calvino. Quando comentou os livros de Moisés (Pentateuco) tratando sobre a morte de Moisés, cujos ossos nunca foram encontrados, ele disse: “É bom que homens famosos sejam enterrados em sepulturas não marcadas” (CALVIN, 1979, p. 406). Essa convicção guiou seu próprio enterro. Ele rejeitou a veneração supersticiosa dos mortos e não queria peregrinações ao seu túmulo. Ele não queria deixar seguidores, mas cristãos. Mas é em sua obra magna “As Institutas da Religião” que encontraremos seu melhor epitáfio:

“. . . podemos passar pacientemente por esta vida em aflições, fome, frio, desprezo, censuras e outras circunstâncias desagradáveis, contentes com esta única garantia de que nosso Rei nunca nos abandonará, mas dará o que precisamos, até que tenhamos terminado nossa guerra, então seremos chamados ao triunfo” (Calvin, Institutes , II, 15, 4).

Em 2 de junho de 1564, todos os ministros e professores da academia e da Igreja de Genebra se reuniram, e Beza falou da perda que a Igreja e a cidade haviam experimentado. Beza depois colocou no papel suas memórias mais íntimas de Calvino, suas qualidades como teólogo e sua personalidade, muito diferente da figura austera, sem humor e inacessível que seus adversários religiosos e políticos divulgavam incansavelmente por toda a Europa, da qual é oportuno oferecer aqui um pequeno extrato:

Embora a natureza o tivesse formado para ser sério, ainda assim, nos assuntos comuns da vida, não havia homem mais agradável de lidar. Ao suportar as enfermidades, ele era paciente; ele nunca fez os irmãos mais fracos enrubescerem, ou os aterrorizou com uma repreensão intemperante, ainda assim, ele nunca foi conivente ou lisonjeou suas faltas. Ele era tão determinado e severo inimigo da adulação, dissimulação e desonestidade (especialmente no que dizia respeito à religião) quanto era um amante da verdade, simplicidade e franqueza. Ele era naturalmente de um temperamento forte, e isso havia sido aumentado pela vida árdua que levava. Mas o Espírito do Senhor o ensinou tanto a comandar sua ira que nenhuma palavra foi ouvida procedendo dele como um homem impróprio (CR XLIX, cols. 169-70).

O grande legado de Calvino não é o “calvinismo”, mas seu exemplo de um crente submisso a Deus em toda a sua majestade e constrangido a viver e morrer para sua glória. Tanto em sua vida diária quanto em seus muitos escritos nos revelam um homem prostrado diante de Deus, sujeito à sua Palavra, decidido a conhecer e fazer a sua vontade, não importando o custo pessoal. O maior tributo que se pode prestar ao homem Calvino é cultivar a mesma disposição e atitude para com Deus e a Sua Palavra.

João Calvino andou com Deus e Deus o tomou para si.

 

Utilização livre desde que citando a fonte
Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da Religião.
me.ivanguedes@gmail.com
Outro Blog
Historiologia Protestante

 

Referências Bibliográficas (mencionadas neste artigo).
BEZA, Theodore. The Life of John Calvin, em Selected Works of John Calvin , vol. 1. Grand Rapids, MI: Baker, 1983. [H. Beveridge e J. Bonnet]. 
CALVIN, John. Commentaries on the Four Last Books of Moses. Grand Rapids, MI: Baker, 1979. [Vol. 4].
Corpus Reformatorum: Ioannis Calvini Opera quae supersunt omnia, ed. W. Baum et al. (Brunswick: C. A. Schwetschke & Filium, 1863–1900).
De BOER, E.A. The Genevan School of the Prophets. The Congrégation of the Company of Pastors and Their Influence in 16th Century Europe. Geneva: Droz, 2012.
GREEF, Wulfert. The Writings of John Calvin: An Introductory Guide. Westminster John Knox Press, 2008.
POTTER, G. R. and GREENGRASS. M. (Ed. A. G. Dickens) John Calvin.--(Documents of modern history). London: Edward Arnold (Publishers) Ltd, 1983.
REYMOND, Robert. John Calvin: his life and influence. Rosshire: Cristian Focus, 2004, p. 129.
STEINMETZ, David. Calvin in contexto. Oxford: Oxford University Press, Inc., 2010.
STUBBING, Henry e HENRY, Paul Emil. The life and times of John Calvin, the great reformer. Londres: Whittaker and Co., Ave Maria Lane, 1840. V. 2.

Referências Bibliográficas (Complementar)
BONNET, Jules. Idelette de Bure: femme de Calvin (1540-1549). Source: Bulletin de la Société de l'Histoire du Protestantisme Français (1852-1865) , 1856. AVRIL, Vol. 4, No. 12 (1856 AVRIL), pp. 636-646. Published by: Librairie Droz Stable URL: http://www.jstor.com/stable/24281081
CALVINO, João. O mistério da piedade. Tradução de Camila Almeida. 2015.
D'AUBIGNÉ, J. H. Merle. The Reformation in Europe in the time of Calvin. Vol. VIII. Translated William L. R. Cates. New York: Robert Carter and Brothers, 1879.
FAREL, Guillaume and VIRET, Pierr. Les amitiés de Calvin (Extrait.) 1536-1564. Source: Bulletin de la Société de l'Histoire du Protestantisme Français (1852-1865) , 1864. Avril, Vol. 13, No. 4 (1864. Avril), pp. 89-96. Published by: Librairie Droz Stable URL: http://www.jstor.com/stable/24281594  
FERREIRA, Wilson Castro. Calvino: vida, influência e teologia. Campinas, SP: Edição de Luz Para o Caminho, 1985.
JOHNSON, Thomas Cary. John Calvin and the Genevan Reformation: a sketch. Richmond,VA.: The Presbiterian Committee of Publication, 1900.
MANETSCH, Scott. M. Calvin’s Company of Pastors Pastoral Care and the Emerging Reformed Church, 1536–1609. Oxford University Press, 2013.
SELDERHUIS, Herman J. (Ed.). The Calvin Handbook. Translated by Henry J. Baron, Judith J. Guder, Randi H. Lundell, and Gerrit W. Sheeres. Michigan/Cambridge: William B. Eerdmans Publishing Company, 2009.
WILEMAN, Willian. John Calvin: his life, his teaching, and his influence. London: Robert Banks and Son.
WITTE, John. Learning the Word in Geneva: John Calvin the Catechist. Published in Douglas Gragg and John Weaver, eds., Reading for Faith and Learning: Essays on Scripture, Community, and Libraries in Honor of M. Patrick Graham (Abilene, TX: Abilene Christian University Press, 2017), 115-128.
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VADIAN, Joachin, BUCER, Martin and BONNET, Jules. Les amitiés de Calvin. Source: Bulletin historique et littéraire (Société de l'Histoire du Protestantisme Français), 1869, Vol. 18, No. 6 (1869), pp. 257-268. Published by: Librairie Droz Stable URL: http://www.jstor.com/stable/24285378.
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[1]Um homem chamado Denis Raguenier começou a escrever em sua taquigrafia particular, mas logo foi contratado como secretário para registrar e transcrever cada sermão, que Calvino em vida não teve tempo de editá-las.

[2] Embora fosse frequentemente afirmado por seus inimigos que Calvino havia se tornado um homem rico por meio de seu ministério, ele regularmente repudiava a acusação e seu testamento provava sua falta de recursos, pois ele tinha no momento de sua morte uma reserva financeira de Ele tinha apenas 225 coroas, não chegando a dois mil dólares nos dias atuais.

[3] Fora Farel que insistiu que Calvino se juntasse a ele na obra de reforma da igreja em Genebra em 1538 e trouxe Calvino para o ministério oficial.

[4] O Consistório de Genebra é o Concílio da Igreja Protestante de Genebra, semelhante a um Sínodo em outras igrejas reformadas. O Consistório foi organizado por João Calvino ao retornar a Genebra em 1541, a fim de integrar a vida cívica e a igreja.

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