O Confronto
Estamos
entrando no terceiro século da história da Igreja. O evangelismo progride, a
organização eclesiástica se torna mais eficiente e o cristianismo começa a
brilhar intelectualmente. Mas o Império Romano está em franca decadência, guerras
civis, pandemias, invasão estrangeira e um colapso na economia e desesperadamente
tenta reestabelecer o culto imperial como ponto de convergência da população. O
Confronto com o Cristianismo em crescimento por todo o Império será inevitável!
Lúcio Septímio
Severo ou Septímio Severo – governou 193-211 DC (18 anos)
Fev. 197-198 – governou como único imperador 198-211 – governou junto com seu filho mais velho: Caracala 209-211 – governou junto com seus filhos: Caracala e Geta Nome de nascimento: Lúcio Septímio Severo (Lucius Septimius Severus) Nome de imperador: César Lúcio Septímio Severo Pertinax Augusto (Caesar Lucius Septimius Severus Pertinax Augustus) Pai biológico: Públio Septímio Geta, que obteve a cidadania romana no século I Mãe: Fúlvia Pia, descendente cidadãos italianos e habitantes do Norte da África Esposa: Júlia Domna, uma mulher árabe da Síria Filhos: Lúcio Septímio Bassiano (Caracala) e Públio Septímio Geta. Geta foi assassinado pelo seu irmão mais velho, pouco depois da morte do seu pai. |
Orígenes, cognominado Orígenes de Alexandria ou Orígenes de
Cesaréia ou ainda Orígenes, o Cristão. Ele tinha dezessete anos quando a
perseguição do imperador Lúcio Sétimo
(Septímio) Severo (193 a 211)[1] contra
os cristãos eclodiu em 202. Este jovem promissor nasceu em Alexandria em uma
família cristã. Ele escapou por pouco da perseguição, mas seu pai está entre as
vítimas, e os bens da família foram confiscados. Ao completar dezessete anos
ele se torna responsável por sua família. Para poder manter a mãe e seis irmãos
menores, Orígenes abriu uma escola de gramática (literatura), e na ausência de
quadros qualificados, pois os mestres que não foram mortos tiveram que fugir,
convidado pelo bispo Demétrio de Alexandria, então com 18 anos de idade, assume
a direção da escola de catecúmenos, que posteriormente se constituirá em uma das
mais expressivas Escola de Hermenêutica da igreja cristã. Ele está tão interessado na filosofia
neoplatônica, como também nas matérias de lógica, dialética, ciências naturais,
ética e exegese da Sagrada Escritura. Sua reputação acadêmica extrapola o contexto
da comunidade cristã de Alexandria e pagãos e gnósticos passaram a frequentar a
escola de catecúmenos para aprender diretamente do jovem mestre.
Incentivado
e sustentado por Ambrósio, um homem rico de Alexandria que por causa da
pregação de Orígenes, havia abandonado a heresia valentiniana convertendo-se à
ortodoxia da Igreja, Orígenes viaja muito, visitando Roma, Cesaréia, Jordânia,
chegando a ser levado com escolta militar a Antioquia, onde a mãe do imperador
Alexandre Severo, Júlia Maméia, desejava conhecer melhor o cristianismo. Mesmo
sem mídia jornalística e eletrônica Orígenes torna-se uma espécie de
“celebridade mundial” da época, segundo relata Hans von Campenhausen (2005, p.
51): “o governador da Arábia solicitou ao
seu colega egípcio e também escreveu ao bispo Demétrio uma carta amável pedindo
que fosse permitido que Orígenes desse algumas palestras em sua presença”.
Tendo
por base as informações de Eusébio de Cesaréia, em sua obra “História
Eclesiástica”, Orígenes é o personagem da Igreja primitiva que mais escritos e
dados biográficos deixou à posteridade. Eusébio dá conta de 2.000 escritos,
enquanto Epifânio diz que Orígenes escreveu impressionantes 6.000 obras.
Posteriormente outro grande historiador Jerônimo faz uma pergunta retórica: “alguém
já leu tudo que foi escrito por Orígenes?”. Ao menos 800 desses escritos
chegaram até nossos dias. Uma das obras mais extraordinária sem dúvida alguma é
a Hexapla, que foi a primeira tentativa cristã de estabelecer o cânon da
Escritura (Bíblia) de uma maneira minimamente acadêmica (dentro do que se podia
considerar ciência à época). Infelizmente a maior parte dela se perdeu;
consistia numa exposição paralela, em seis
colunas, do texto hebraico do
Antigo Testamento, da sua transliteração em letras gregas, e as quatro versões gregas que circulavam
naquela época: a de Áquila, a de Símaco, a Septuaginta e a tradução de Teódoto.
Em alguns trechos, como em alguns Salmos, diante de outras versões, Orígenes
expandia a Hexapla para nove colunas.
Certamente essa foi amenina dos olhos de Orígenes, que durante toda sua vida sempre
acrescentava, corrigia ou revia algumas posições.
Outra
obra de Orígenes que se destaca é de cunho apologético “Contra Celsum”. Celso
era um filósofo pagão, que havia escrito uma obra anti-cristã chamada “O
Verdadeiro Verbo”, que tinha alcançado significativa repercussão, sobretudo por
ter sido bem escrito e fundamentado. Por insistência de Ambrósio, que pediu a
Orígenes que refutasse Celso, ele escreve está obra refutando um por um os
argumentos de Celso, tornando-se um modelo de como foi travado o combate acadêmico-literário
entre cristãos e pagãos no começo da Igreja. Orígenes foi conhecido, à sua
época, pelo apelido de Adamâncio (“o
homem de aço”), por sua coragem e fé, pois nunca temeu as perseguições
imperiais e nunca se curvou diante do mal, ele morreu em 254 em Tiro.
Orígenes
foi sem dúvida o maior teólogo dogmático do terceiro século. Tudo indica que recebeu
sólida formação religiosa (sob Clemente) e também secular, completada na escola
do filósofo Amônio Sacas, pai do neoplatonismo, o que lhe permitiu ter uma
erudição filosófica incomparável entre os Pais da Igreja. Seu maior mérito foi
saber utilizar a própria cultura greco-romana a serviço do pensamento e da
exegese cristã, aos quais ele desenvolveu seu método. Ele veio a se constituir
em um dos sólidos fundamentos da teologia ortodoxa cristã que estava sendo
estabelecida. Orígenes ajudou a formular boa parte da doutrina ortodoxa cristã.
Como destaca o historiador Justo Gonzales, Orígenes sempre fez questão de
frisar que Deus não pode ser compreendido por qualquer inteligência humana,
porque “Deus é invisível, não apenas no
sentido físico, mas também no sentido intelectual, pois não há mente que seja
capaz de contemplar a essência divina. Não importa quão perfeito seja nosso
conhecimento sobre Deus, devemos constantemente nos lembrarmos que Deus é muito
mais elevado do que qualquer coisa que nossa inteligência possa conceber (De
principiis, 1.1.5)” (2004, p. 210-211).
Orígenes
é de certa forma o emblema deste terceiro século, que vê o cristianismo cada
vez mais se integrar à sociedade greco-romana, adota um tecido intelectual,
vive em um ascetismo rigoroso, chegando ao extremo de voluntariamente castrar-se
(interpretando ao pé da letra Mateus 19.12), e sofre perseguições pontuais, mas
sérias. Na primeira metade deste terceiro século, o jovem Cristianismo está
crescendo consideravelmente. Por volta de 250, há cristãos em todo o Império
Romano. A organização das comunidades cristãs está progredindo.
O catecumenato (o ensino que precede a
entrada na Igreja) chega a durar até três anos. O candidato é questionado sobre
seus motivos, promete desistir de certas profissões, como serviço militar, e
recebe instruções. O batismo é o assunto de um ritual complexo. A questão do
perdão dos pecados é debatida: os rigoristas[2]
acreditam que os pecados não são remissíveis e implica a exclusão definitiva da
comunidade de cristãos, outros pregam em favor de um tempo de penitência mais
ou menos longo.
Essa
questão será debatida pelos grandes teólogos da época, entre eles, Tertuliano, um cartaginense[3]
nascido por volta de 160 em uma família pagã e convertido ao cristianismo no
final do segundo século. Ele é o criador do latim literário cristão e, assim,
abre o caminho para uma teologia propriamente ocidental. Ele introduzirá um
vocabulário jurídico nos textos teológicos - por exemplo, ele fala mais
prontamente de "crime" do que "pecado" – influenciando toda
a teologia ocidental. Suas obras foram escritas entre os últimos anos do século
II e as duas primeiras décadas do século III. Suas frases tornaram-se refrãos
na boca dos cristãos: ‘o sangue dos
mártires é a semente da igreja’; ‘a
unidade dos hereges é o cisma’, ‘creio
porque é absurdo’ (JOHNSON, 2001, p. 63). Irreconciliável com quaisquer
tentativas de amalgamar a doutrina cristã com quaisquer outras fontes combate
com veemência as proposições de Marcião: “Quem
sois vós? Desde quando existis? Quem vos deu o direito, ó Marcião, de serdes
lenhador no meu bosque? Essa terra é minha, tenho os títulos autênticos,
recebidos dos proprietários, a quem essa terra pertenceu: sou herdeiro dos
apóstolos” (citado por Adalbert G. Hamman (1995, p. 72). O Dicionário
Patrístico e de Antiguidades Cristãs (2002, págs. 1348/9) traz uma lista de
suas principais obras, dividindo-as em três categorias - os escritos
apologéticos, os doutrinais e os polêmicos - mas estabelecendo uma ordem
cronológica. Hubertus R. Drobner em sua obra
afirma que “apesar de tudo Tertuliano foi
lido até a Idade Média, sendo considerado tão importante que, segundo o relato
de Jerônimo (“De viris illustribus 53”), Cipriano lia diariamente suas obras,
e, quando queria tê-las à mão, bastava que dissesse a seu notarius: ‘Traze-me o
mestre’’ ((2003, p. 161).
Tertuliano
propõe uma visão de Deus como o supremo legislador. O cartaginense é o defensor
de um cristianismo muito rígido, que exalta o martírio, a virgindade e rejeita
o mundo pagão. Não é de admirar, então, que ele considere os pecados graves
cometidos após o batismo como atos imperdoáveis de traição e que acabe se
juntando aos montanistas, conhecidos por seu grande rigor moral. Para os
bispos, sua posição é insustentável. Os cristãos vivem ao lado de pagãos todos
os dias, vivendo em um império onde o cristianismo é uma religião marginal,
tolerada, mas não aceita. A gota d’água para Tertuliano ocorreu, segundo ele,
quando um “grande bispo” (provavelmente Calixto de Roma) decidiu que a Igreja
tinha o poder de conceder a remissão de pecados após o batismo, mesmo de
pecados sérios como o adultério ou mesmo a apostasia.[4] Tertuliano
reagiu de forma contundente, pois percebia a crescente hierarquização que se
estava estabelecendo na eclesiologia cristã.
Perpassando
a primeira metade do terceiro século, a vida cristã ainda é caracterizada por
rigoroso ascetismo. O celibato se destaca como um modelo por uma busca de espiritualidade
e desta forma mais desejável do que o casamento. As mulheres virgens têm
posição de honra na Igreja e formam uma ordem à parte. É condenável o luxo
excessivo e uma vida simples ainda é um ideário, o álcool deve ser consumido
com moderação. A prática de esportes e banhos públicos é permitida, desde que
não levem à promiscuidade, mas os shows são proibidos por causa das paixões
idólatras que despertam.
O
cristianismo, embora não tenha status oficial, paulatinamente vai penetrando as
diversas camadas sociais. A ascensão social do cristianismo chama atenção do
poder romano que pressente perigo interno, que somados a outras frentes
belicosas ameaçam a estabilidade do império neste terceiro século: bárbaros nas
fronteiras, decadência interna, crise econômica, etc. A população é chamada a
fechar fileiras em torno do culto imperial, o principal fator de coesão. Mas os
cristãos se negam a participam dos cultos imperiais. A era das perseguições
gerais contra os cristãos está se antevendo. Destina-se à eliminação total, se
não dos próprios cristãos, pelo menos da religião cristã.
O
primeiro golpe vem do imperador Décio (Caio Méssio Quinto Trajano Décio), era
um general muito tradicional e que acreditava no culto ao Império Romano assim
como em suas tradições. No final de 249, dezembro ou no início de janeiro de
250, ele promulga um decreto que obriga todos os cidadãos a realizar um ato de
culto em favor dos deuses oficiais, na presença de um oficial do governo. O
imperador encontrou assim um meio infalível de identificar cristãos. A perspectiva
clássica apoiada pela historiografia cristã é de que essa foi a primeira
perseguição verdadeiramente geral e destinada ao extermínio do cristianismo,
ainda que outro discordem dessa premissa.[5] Houve
cristãos que compraram o certificado, sem que tivessem se apresentado às
autoridades; outros que, após sacrificarem aos deuses, iam pedir perdão à
Igreja; os mortos se multiplicam, mas também o numero dos que apostatam e que
vai se constituir em problemas internos da Igreja posteriormente. A pressão
diminui para desaparecer no transcorrer de 254.
Valeriano
(Publius Licinius Valerianus – 253-260), que chegou ao poder em 253,
desencadeou a segunda perseguição geral em 257 de agosto. Um primeiro edito
proibia o culto cristão e as reuniões em cemitérios, e intimava bispos, padres
e diáconos a sacrificarem a ídolos. Em 258, um segundo decreto reforça essas
medidas e ordena a execução dos membros da hierarquia cristã que não adoraram
os deuses e o confisco das propriedades
dos cristãos de alta classe, ficando evidente que as motivações eram muito
mais de cunho econômico do que religioso. O decreto é rigorosamente aplicado e
o resultado é uma sangrenta perseguição. As vítimas são mais numerosas do que
durante a perseguição promovida por Décio, especialmente no Egito, Cartago
(martírio de Cipriano de Cartago) e Espanha (martírio do bispo de Tarragona),
na capital Roma, eminentes figuras cristãs são executadas dentre os quais o
Papa Sisto II, bispo de Roma e mais sete diáconos, incluindo Lourenço , mártir,
queimado vivo em uma fornalha.
Felizmente
Valeriano foi capturado humilhantemente pelos persas em 260 e seu filho Galiano
(Publius Licinius Egnatius Gallienus) assume como único Imperador e
imediatamente publica (260) um edito de tolerância que daria início a um
período de relativa tranquilidade de quarenta anos, restaurando a legalidade do
culto cristão e restituindo as propriedades confiscadas das igrejas, incluindo
cemitérios. Esse período de paz chegará a um fim abrupto com as perseguições promovidas
por Diocleciano e Galério.
No
entanto, como já vimos, a questão da restauração aos que durante a perseguição
apostataram produz um embate interno intenso nas comunidades e concílios cristãos.
Na África, onde as perseguições foram mais violentas e mortais, Cipriano de
Cartago defende uma política de reintegração em condições severas. Mas ainda é
uma posição muito suave aos olhos de um grupo, liderados por Novaciano, que
hoje seria chamado de fundamentalista, e que vai estabelecer uma Igreja
cismática, que vai perdurar até o século VII. Eles retomam a prática antiga:
negando a restauração de quaisquer culpados de “pecados para morte”, incluindo
aqui os apóstatas durante as perseguições. Mas haverá de se normatizar a
decisão dos concílios de Roma (251) e Cartago (252) em que se permitia a
restauração em condições muito rígidas de penitência.
No
final do século III, o Oriente está mais organizado, o Ocidente menos. As
diferentes Igrejas locais não têm um líder supremo na cabeça, elas gozam de uma
grande autonomia. Quando surge um problema doutrinário, eles se reúnem em
conselhos provinciais ou interprovinciais para discuti-lo. As decisões são tomadas
em perfeita colegialidade, sem proeminência ou subserviência entre os diversos
bispos.
Enquanto
as igrejas vão se estabelecendo em concílios cada vez mais organizados, o
Império Romano continua seu processo de fragmentação. O imperador Diocleciano (Diocletianus)
que chegou ao poder em 284, empreende uma restauração política e dá-lhe uma
virada absolutista. Nesse contexto, o imperador se torna igual aos deuses. Uma
vez resolvidos os problemas sócio-políticos, Diocleciano ataca o cristianismo.
Num império que se tornou totalitário, uma Igreja autônoma que ri do culto
imperial se torna inadmissível. Ele ordena um recenseamento religioso detalhado
em todo Império e os dados confirma que os cristãos estão estabelecidos em
todos os lugares e em crescimento. No período de Décio havia em torno de três
milhões e agora somam mais de 10 milhões. Os cultos cristãos tornam-se públicos
e realizados em templos formosos; muitas pessoas de classes sociais mais
elevadas tornam-se cristãos, incluindo pessoas do circulo familiar do próprio
imperador. Mas a luz de alerta acende de vez quando soldados e até oficiais
negam-se a sacrificar aos deuses. É preciso dar um basta! Começa decretando que
nenhum soldado ou funcionário público fosse cristão – não foi muito efetivo.
Instigado por Galério, cuja mãe era devota dos deuses, e após consultar seus
conselheiros baixa quatro decretos contra os cristãos: Primeiro Edito (20 fevereiro 303) - igrejas são destruídas, os
livros sagrados são queimados, as reuniões (cultos) cristãs são proibidas, funcionários
públicos são demitidos e os que resistem são presos; Segundo Edito (junho de 303) - os líderes das igrejas são presos
juntamente com criminosos, visando desarticular a igreja; Terceiro Edito (setembro de 303) – libertar os que aceitassem
oferecer sacrifícios aos deuses e torturar os que se recusassem, e conforme o
historiador cristão Eusébio “houve muitas mortes, principalmente no norte da
África”; ao que tudo indica no Ocidente este decreto não teve uma aplicação
mais intensa. Até aqui o objetivo era quebrar a resistência dos cristãos e
inibir o crescimento da igreja; Quarto Edito (abril de 304) – agora todos os
cidadãos devem sacrificar aos deuses sob pena de morte – o resultado foi um
banho de sangue principalmente nas jurisdições de Diocleciano (Ásia Menor,
Síria, Palestina e Egito), nas de Galério (Trácia, Iliríco) e de Maximiano
(Itália, Espanha e África), a exceção foi Constâncio Cloro.
Mas
a dinâmica da História é implacável e em alguns anos, a situação mudará
completamente: o cristianismo logo se tornará a religião do Estado, e será a
vez dos cristãos mostrarem intolerância em relação aos pagãos e outros hereges.
Sucinta Cronologia do Terceiro Século da Igreja Cristã
202 Imperador Severo lança uma perseguição.
Proibição do proselitismo judaico e cristão
226 Início da dinastia Sassânida na Pérsia (o
último Império Persa pré-islâmico).
235 Perseguição promovida pelo Imperador Maximiliano.
242 Início da pregação de Mani, fundador do
maniqueísmo (filosofia religiosa sincrética e dualística)
249
ou 250 Perseguição promovida pelo
Imperador Décio.
257 Perseguição promovida por Valeriano.
270 Antônio (Antão), primeiro anacoreta no
deserto.
277 Primeiras invasões bárbaras
284 Diocleciano no poder
297 Edito de perseguição contra os maniqueus
(Mani, maniqueísmo)
Utilização livre desde
que citando a fonte
Guedes, Ivan Pereira
Mestre em Ciências da
Religião.
Universidade
Presbiteriana Mackenzie
me.ivanguedes@gmail.com
Outro Blog
Reflexão Bíblica
http://reflexaoipg.blogspot.com.br/
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Romano à Igreja: Severo ao Edito de Tolerância
Carta de Plínio, o
Moço ao Imperador Trajano sobre os Cristãos
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Cristã - Imperador Constantino: Herói ou Vilão
Referências Bibliográficas
Para ler outras obras
de Tertuliano (em várias línguas),
acesse:
Para ler outras obras
de Orígenes (em várias línguas),
acesse:
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[1] Foi o primeiro cidadão oriundo de província,
sem ascendentes romanos, a atingir o trono. Quando morreu foi proclamado Divus
pelo senado. Dinastia Severa (193-235 DC): Septímio Severo, Públio Sétimo Geta,
Lúcio Septímio Bassiano (Caracala), Marco Opélio Macrino, Marco Aurélio
Antonino (Heliogábalo ou Elagábalo), Severo Alexandre.
[2] Rigoristas de Roma (século III)
negavam readmissão aos que haviam apostatado em tempo de perseguição e aos
impuros e assassinos.
[3] Os cartagineses, desde os tempos de
Aníbal e das Guerras Púnicas, 3 séculos antes de Cristo, nutriam uma especial
aversão a Roma, e o cristianismo, nos seus primórdios, foi um fator aglutinador
também do sentimento anti-romano. É nesse contexto que nasceu e viveu Tertuliano.
[4] Lapsi (latim para "caídos")
era o nome dado aos apóstatas ou cristãos que renegaram sua fé.
[5] Para M. M. Sage diz que as ações de
Décio visavam destruir a estrutura e o poder da Igreja, em vez de exterminar
fisicamente seus membros (1975, 187-190). Todavia, naquele momento o cristão
não podia ser tão facilmente distinguidos da estrutura eclesiástica.
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